quarta-feira, 1 de agosto de 2007

SOBRE O VÔO JJ3054 DA TAM

Diz o Correio web sobre o acidente da TAM:

01/08/2007
08h58
-Na semana passada, o brigadeiro responsável pela investigação do acidente com o avião da TAM, Jorge Kersul, disse que não está excluída a hipótese de falha nos computadores. "O dado do parâmetro pode indicar que o manete estava em tal posição, mas quem prova que o problema não foi eletrônico? O manete pode estar em outra posição e o problema ser de sinal eletrônico que o computador está emitindo. A gente pode ouvir algo [no gravador de voz] que o manete não sai do lugar, está enroscado", disse à CPI do Apagão Aéreo.

O arquivo de áudio a que a reportagem teve acesso revela que o piloto e o co-piloto emitem frases lacônicas, mas importantes. Ao tocar o chão na pista principal de Congonhas, uma voz na cabine diz: "Reverso um apenas". Ou seja, o piloto e o co-piloto sabiam que só um reversor estava operante. Em seguida, outra frase: "Spoiler nada...". Ou seja, os spoilers (freios aerodinâmicos na parte de cima das asas), que abrem automaticamente no pouso, não funcionaram.O tom fica dramático: "Desacelera, desacelera, desacelera!". Aumenta o pânico: "Não dá, não dá, não dá". Por fim, a frase já conhecida: "Vira, vira, vira".

Quem ouviu as gravações completas e repassou o conteúdo à reportagem não quis revelar as palavras finais captadas dentro da cabine de comando, segundos antes de o avião explodir, matando 199 pessoas. Os dados serão analisados nesta quarta-feira pelos deputados com auxílio de técnicos da FAB.

Além da falha humana e eventualmente de computadores, há uma terceira hipótese derivada das anteriores. O piloto teria realmente puxado os dois manetes para a posição correta na hora do pouso - a posição conhecida como "idle", ou "ponto morto", em português. Por algum defeito, o manete direito não teria se encaixado o suficiente para emitir o sinal eletrônico para o computador de bordo.

Quando um avião como o Airbus-A320 se aproxima da pista para fazer um pouso, o piloto e o co-piloto devem introduzir nos comandos da cabine os dados a respeito da aterrissagem. Nesse momento, os manetes podem ainda ficar na posição chamada "climb", que significa "subir". O computador sabe que o vôo está no final e desacelera as turbinas. Ao tocar o solo, entretanto, é importante que os dois manetes estejam então na posição "idle".

As caixas-pretas indicam que o manete da direita estava ainda na posição "climb", ou ainda "near idle" (quase desacelerada) quando o Airbus tocou a pista. Nessas horas, quando o peso da aeronave aciona os sistemas hidráulicos do trem de pouso, o computador está programado para acionar os freios aerodinâmicos (flaps e spoiler) e o freio dos pneus. Só que nada disso aconteceu.

Assim que o Airbus tocou o solo, as duas turbinas voltaram a ser acionadas. Uma delas estava com o reversor acionado (do lado esquerdo) e o fluxo de ar passou a ser invertido, ajudando a frear um pouco o equipamento. Do lado direito, porém, a turbina continuou a aumentar a força, como se o avião tivesse de fazer nova decolagem. Pela tentativa do piloto em "segurar" o avião, é possível que ele tenha adernado à esquerda já no começo do pouso.

Sobre a pista de Congonhas, as caixas-pretas ainda não encerram a polêmica. Mas o fato de o piloto ter conseguido manter o avião na pista indica que a aderência não poderia estar muito abaixo do padrão.

BOM PESQUISANDO PELA INTERNET RESOLVI CONSULTAR A WIKIPEDIA ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Airbus_A320 ) SOBRE O AIRBUS 320-200 E PARA MINHA SURPRESA O QUE DIZ LÁ!!

O A320 tornou-se referência em tecnologia, com avanços inéditos: é o primeiro avião comercial totalmente FBW (Fly-by-wire) do mundo, e uma novidade que provocou polêmica: dispensando os manches de controle, substituídos por side-sticks, mais parecidos com joysticks usados em vídeo games. Além disso, os computadores do avião "assumiriam o comando" da aeronave caso alguns parâmetros de controle fossem desrespeitados. Essa filosofia de controle foi duramente criticada pelos concorrentes.
Tanto assim que, no princípio de operações, esse radical avanço tecnológico provocou pelo menos 3 acidentes fatais, em que as tripulações "brigaram" com a máquina pelo comando da própria.
Hoje, o A320 é o modelo de maior sucesso da empresa, e pode ser no futuro uma das aeronaves comerciais mais vendidas da história da aviação.

ESPECULAÇÕES A PARTE! TIREM SUAS CONCLUSÕES!!!




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